Por uma vida mais offline
Quando mais nova, nunca gostei muito de computadores. E confesso que me aproximei de um por pura obrigação – e já meio velha – pois os professores da faculdade não mais aceitavam trabalhos manuscritos.
Essa relação conturbada permaneceu até a internet surgir e ficar mais acessível. Mesmo discada e lentíssima, me pegou de jeito. Fiquei fascinada pela possibilidade de jogar qualquer assunto de meu interesse na barra de um site de buscas (hoje praticamente resumido ao Google) e encontrar muito mais informações do que poderia imaginar.
Sou do tempo em que para se ter notícias da sua banda favorita, por exemplo, era preciso torcer para que as revistas ou jornais publicassem alguma coisa (e quando se é fã de música internacional ou de bandas que não sofrem de superexposição, essa espera pode ser um verdadeiro martírio). A internet acabou com isso. Bastava caçar ali no site e pronto! Fotos, notícias fresquinhas, troca de informações com outros apreciadores do mesmo estilo de canções. E o interesse foi além da música, claro! Cinema, teatro, artigos científicos… Tudo à mão. Um novo e enorme mundo se abria.
Obviamente, não tardou para que eu fosse conquistada por outros recursos. Acabei criando um blog… Fiz perfis em todas as redes sociais possíveis. Em pouco tempo era a verdadeira viciada em computadores, a ponto de não me lembrar da rotina antes deles. Esse vício me pegou por anos. E foi bastante intensificado pela chegada da conexão em banda larga.
Só que comecei a repensar essa relação com o mundo virtual no início de 2009, ao dar uma palestra no Campus Party. A essa altura eu já estava com o blog no ar há oito anos, havia conhecido dezenas (ou até centenas) de pessoas por causa da internet e tinha a grande chance de sanar a curiosidade sobre esse mundo meio hype dos “famosinhos” da rede, onde todos parecem tão fantásticos e bacanas. Só que foi uma desilusão. Primeiro porque atraí uma série de interesseiros que nunca se preocuparam em me cumprimentar antes de eu subir num palco. Segundo porque muitos dos bem cotados na vida virtual eram decepcionantes no mundo real: monotemáticos nas conversas, reclamões, pessimistas, provindos de relações familiares conturbadas e um pouco mentirosos em relação àquele status social que tanto exibiam (conheci muita gente que deixou de comer – literalmente – para comprar um Iphone).
A constatação não foi tão impactante de cara, mas me levou a repensar aos pouquinhos se eu queria mesmo fazer parte daquele mundo. Nessa brincadeira o cansaço limou meu blog sobre sexo. Outro alívio. (Sim, eu sei, este texto é prova de que voltei a escrever publicamente, porém, não quero que se torne obrigação. Nem sei quanto vai durar… E confesso que estou pouco ligando se irá mesmo durar.)
Depois de algum tempo, comecei também a observar minhas relações com as pessoas. O Twitter foi uma rede bastante responsável por essa reavaliação. Ele me colocou em contato com um universo estranho no qual todo mundo perdeu a noção do convite “individual e intransferível” para qualquer coisa. Simplesmente lançava-se um “Estarei no bar X, hora tal. Todo mundo para lá! Partiu!” e pronto. Quando eu atendia a um desses chamados, muitas vezes me deparava com um ambiente com 30, 40 pessoas sem a menor intimidade entre elas. Havia, sim, necessidade de demonstrar essa intimidade. Mas era tudo superficial. E, por fim, ninguém interagia ou criava laços. Lógico que no início não me toquei, mas depois comecei a achar esquisito até convite de aniversário ser feito pelo Google Wave ou pela agenda de eventos do Orkut. O sujeito podia conhecer pessoalmente só 100 da lista, mas ia lá e convidava os mil.
Resolvi então fazer um teste e listar as pessoas com quem travei o primeiro contato via internet (antes de ir rumo ao real). Apenas duas me conheciam bem ou sabiam coisas triviais a meu respeito, como meu sabor de sorvete favorito ou o nome dos meus pais. O restante… Números, números, números. Referiam-se a mim como amiga, mas eu não o era de fato. Após meses, fui tomada por um incômodo: que tipo de relações eram essas em que, em um ou dois anos de convivência, não havia evolução…? Será que valia a pena manter algo que não me acrescentava nem diversão momentânea? Qual era a graça da falsa intimidade?
Me deu pavor perceber que estava caindo naquele meio onde o símbolo do corte de um relacionamento é o Vou te bloquear no meu Twitter e te excluir do MSN. Relações são tão mais intensas do que isso! Até brigar na vida real tem um significado mais amplo, que permite discussões, trocas, emoção de todos os lados…! (Aliás, já notou como a internet estimula um número absurdo de conflitos? Ninguém discute tanto assim no universo de carne e osso.)
Caí em novo dilema quando, certa noite, fui a uma festa e um amigo apareceu por lá. Ele estava meio mal humorado, chato mesmo. Dez minutos depois de chegar (e já expondo a cara fechada), sacou o celular do bolso e jogou uma mensagem deste gênero no Twitter: “Mais uma noite leve e agradável com os amigos. Muito bom!” Ou seja: o oposto do que estava realmente acontecendo. Aí comecei a observar todos os “amigos” que faziam questão de jogar na internet um detalhe ligado ao lazer… Me dei conta de que, quanto menos se divertiam, mais vontade tinham de dizer que estavam se divertindo. (E eu vi o quanto também estava achando aqueles encontros bem enfadonhos, já que estava parando para vê-los construir suas frases de 140 caracteres.)
Constatei com pesar que eu mesma já fiz essa coisa de querer “divulgar o nível de satisfação” rendido por um programa. Nunca o fiz durante as festas (felizmente não virei adepta da navegação via celular), mas muitas vezes cheguei em casa e publiquei no Twitter o quanto um evento foi bom. Quer a verdade? Na maioria das ocasiões foi uma tentativa de me convencer de que havia sido mesmo bom – porque nas vezes em que foi mesmo legal, cheguei cansada (aquele cansaço gostoso pós-festa), a fim de apenas tomar um banho e deitar.
Após um tempinho nessa construção de relações e encontros iniciados via grande rede, comecei a me notar oca. E veio a necessidade imensa de recordar a vida antes dessa coisa toda de “divulgo a festa particular e vai quem quer”. Parei de fazer e de aceitar convites a esmo. Cheguei à conclusão de que era tudo consequência da falta de um contato mais intenso, como se os convidados convocados pelo Twitter fossem a última opção. A solução? Reduzir o ritmo das mensagens e sumir um pouco da vida virtual.
Claro que para uma viciada em internet o começo não foi fácil. Mas percebi que precisava “reaprender” a interagir. O impacto veio logo. De repente estava recebendo convites bem direcionados. Mesmo quando vinham de uma fonte “moderna” – chegando por e-mail, por exemplo – eu sabia que eram “exclusivos”, ou seja, feitos a mim e aos poucos felizardos escolhidos para figurar na lista de destinatários. Nossa, que diferença! Dava para ver que todas as pessoas estavam ali porque eram amigas, elas interagiam mesmo. Tão oposto ao clima daqueles encontros divulgados no Twitter ou no Orkut, nos quais o remetente nem sabia direito a quem estava sendo mandado o recado!
E foi aí que me flagrei me divertindo de verdade. Em todos esses locais fui cercada por gente cheia de assunto. E todo mundo animado de fato – a ponto de nem se lembrar da existência dos computadores. (Muito menos para postar coisas como Estou na Lapa com @fulano e @beltrano e a festa está ótima, u-huuu)
Enxergo que quando me rendi a isso, foi por pura frustração. Se não houver cuidado, o mundo virtual cria uma carência imensa, pois as relações são numerosas, mas pouco profundas. E de repente você quer que todos saibam o quanto “sua vida é maravilhosa, seus amigos são perfeitos e seus passeios são ótimos”… Mas, no fundo, sabe que está apenas tentando se convencer disso para preencher o vazio que te aflige. Ao encarar a realidade, sem hipocrisia, pode vir a descobrir com tristeza que, caso estivesse mesmo envolvido na alegria do momento, nunca precisaria parar para dizer o que é patente. Ou por acaso você interromperia o orgasmo só para colocar no Twitter que gozou?
E se eu continuasse naquele esquema, qual seria o passo seguinte? Declarar na timeline que “amo meus amigos e eles são tudo para mim” só para reafirmar que sou querida por geral? Não se declara o óbvio. Descobri a duras penas que o excesso de exposição é uma tentativa de afirmar o que muitas vezes você não sente.
E tudo que eu queria era sentir em vez de apenas dizer que sentia.
O sociólogo americano Robert Weiss classificou dois tipos de solidão: a emocional e a social. A primeira é moldada pelo vazio e inquietação causados pela ausência de relacionamentos profundos. Já a segunda traz o sentimento de tédio e marginalidade causado pela falta de amizades ou de encaixe em um grupo. Ao atender aos chamados genéricos do Twitter eu certamente sanava a solidão social, mas estava chafurdando em solidão emocional. Estava sempre rodeada por muitas pessoas, mas podia contar com nenhuma para uma relação próxima. E, sinceramente, não são estes contatos que me interessam. Eu gosto de me envolver. Gosto de estar junto ao outros nos momentos alegres e tristes. Meus laços não são frágeis a ponto de serem cortados por um botão chamado block.
Revisar esse relacionamento com o mundo virtual tem sido muito importante, pois ficou bem claro que ao menos para mim não estava funcionando mais. E de repente descubro que, quanto mais tempo eu ficava conectada, menos eu me preenchia. A janelinha do MSN piscava horrores, mas a janela da vida expunha um mundo frágil e esquisito. E aí não me vi capaz de ficar bem naquela dimensão onde não é preciso dormir em lençóis limpos quando se pode comprar o celular mais avançado – que por sua vez permite que você fale no Twitter que está em mais uma festa “superdivertida” ou coloque no MSN que “a viagem para a praia foi maravilhosa!!!!!”
É lógico que a internet me proporciona muitas coisas boas e, de certa forma, também ajuda a manter em ordem algumas amizades reais (estreitando o contato com aquela amiga de infância que mora em outra cidade, por exemplo). Também já namorei por longos anos uma pessoa cujo primeiro contato se deu no tecla-tecla. Entretanto, de uns tempos para cá, vi que as redes sociais estavam trazendo mais prejuízos do que lucros. A inserção demasiada no mundo virtual dá origem a uma relação de risco, que pode ser destrutiva quando não controlada adequadamente. Para você ver: precisei passar quase dez anos “virtuais” ativos para notar que estava vivenciando algo menos saudável do que pretendia. (Vou continuar fazendo uso da rede, claro, mas de forma bem mais ponderada.)
Sei que esse processo de redescoberta do mundo pré-relações virtuais ainda será gradual – e não é mole escapar da tecnologia, até mesmo porque dependo totalmente dela para trabalhar. Mas creio que, pelo menos no que diz respeito a dar fim às relações sociais rasas, estou começando bem. Deixei de ser sedentária e iniciei uma rotina de exercícios. Passei a frequentar lugares que têm mais a ver comigo. E no último sábado fiquei o dia todo em um churrasco para o qual fui convidada de forma bem específica (ou seja: nada de redes sociais envolvidas no convite). Antes de sair não senti vontade alguma de contar que iria para o evento. Enquanto estive lá, larguei o celular na bolsa, dentro de um quarto – me desliguei tanto que não vi nem mesmo as ligações da minha mãe. E ao voltar para casa, quase meia-noite, olhei para o computador e… Me lembrei de tudo de bom que acontecera durante o dia, sorri e passei longe da máquina. Fui dormir. E sem a menor vontade de declarar no Twitter os detalhes que tornaram meu dia bom.
Quando reconectei na manhã seguinte, publiquei links, reportagens… Nenhuma revelação sobre os lugares onde estive, com quem estive, o que bebi, o que comi, o que vi. Sabe que foi um alívio renovar o modelo de postagem? E foi um alívio também perceber que, por conta desse distanciamento do PC, a semana foi socialmente – e emocionalmente – mais agitada do que todas dos últimos quatro ou cinco meses.
Sei que é irônico eu estar usando a internet para falar exatamente sobre minhas ressalvas com ela, mas talvez este texto simbolize o papel que, em essência, ela deveria ter exercido em minha vida desde sempre: um veículo de comunicação para divulgar ideias. E só.
*Update:
A matéria abaixo só me fez ter certeza de que os exageros na vida online não são nada adequados. Eu não teria cabeça para sequer ligar um computador diante de tais circunstâncias:


Olá Fernanda
Eu tenho que concordar 110% com você. Existe hoje todo este fetiche pelo imediatismo e pela rapidez da comunicação gerando esta “pobreza das conexões”.
Como já disse o Ronaldo Ferraz;
“Eu prefiro o tempo necessário para os demônios que me assombram do que a pobreza das conexões!
Por estas e por outras que não tenho perfil pessoal no twitter e gosto que as coisas aconteçam no tempo e na profundidade do offline
abraços
[...] que li este texto da Fernanda Lizardo e pus-me a refletir sobre o assunto. Ela coloca algumas questões muito [...]
O problema é esperar demais das pessoas. Sempre digo isso.
abs e tudo de bom =)
Pôxa , namorar pela internet é até legal , lembra daquele filme da Meg Ryan com o Tom Hanks , legal pra caramba… a verdade é que a maioria das pessoas não são o que aparentam ou “teclam” ser .
Ler esse texto foi até assustador. Sabe q minhas relações são isso q vc disse?
Me identifiquei e senti uma tristeza enorme pq é mais ou menos isso mesmo. A gente faz amigos na internet mas no fim todos oferecem um mundo vazio cheio de festas mas com zero de companheirismo. Fora q tbm já presenciei mil vezes gente q estava escrevendo em blog, twitter e orkut q tava feliz – mas na real estava lá cheio de depressão.
E digo mais: o vício em internet tinha de ser visto como uma coisa mais séria. Qtos de nós não percebemos que estamos completamente dependentes disso? È aquela neura de olhar se tem e-mail o dia todo, de conectar no MSN, de ver Facebook, Twitter. Eu mesma vivo nessa.
Mas seu texto me fez repensar. E quase me senti um fracasso por perceber q se fizer o mesmo q vc, a lista das pessoas q REALMENTE são amigas, vou contar nos dedos. E se a internet não aumenta o círculo de amizades como a gente acha q aumenta, pra q vou usa-la? Melhor conhecer gente em parques, bares, museus, shoppings, cursos, trabalho… Bem mais útil e fácil de achar gente confiável e com interesses em comuns.
Olha.. Vou repensar minha vida online. Ate pq cortar relações com o “vou te exlcluir do meu orkut/MSN/Gtalk/Twitter” é o fim da picada. Ja fiz isso, mas depois de ler tudo isso… Mais patético impossível. (E ainda dizem que o conceito de nerdice mudou… Eles só são losers 2.0 agora. No mais, é o mesmo isolamento de sempre. E a gente feito bobo indo atrás)
Bjo!
Nerdice demais faz mal MESMO. Entorpece o comprometimento.
Excelente observação, Marcelo.
O mais curioso é que você começa essa busca para sanar a “solidão” (que é normal acontecer em várias fases da vida) e não percebe bem onde está se enfiando. É claro que no começo tudo foi festa e tudo foi legal. Só senti falta da “profundidade” das relações muuuito tempo depois, quando me dei conta de que estava sempre cercada de gente, mas em uma vibração “estranha no ninho”. Notei o ápice do exagero quando um relacionamento no qual estive foi terminado via Gtalk (não por opção minha. Ainda sou fã dos olhos nos olhos).
Fico pensando… O natal se aproxima… Muita gente vai estar junto à família e permanecerá twittando, nem que seja para dizer que “a farofa feita pela minha tia Neuza está uma delícia”. É isso que eu não quero fazer mais. Fiquei pensando em quantos momentos perdi só para ficar online por mais dois minutinhos (porque, sim, a maldita internet se torna vício).
Vou continuar mantendo meus contatos, divulgando coisas aqui e ali. Mas com ponderação.
A vida online nos dá essa impressão de que, se não ficarmos conectados o tempo todo, perderemos muita coisa. Mas a verdade é que às vezes podemos estar perdendo o que acontece “aqui fora”.
Abraço!
Muito bom o post! Um pensamento bastante original, nunca tinha parado pra pensar nisso, mas está cheio de razão!
Na vida a gente passa por vários momentos muito diferentes entre si, e num momento de solidão (dos dois tipos mencionados rs) cheguei a procurar justamente este tipo de encontro com a “galera cool”, mas descobri duas coisas:
1-Não encontrei o conforto procurado, é muito difícil entrar em um grupo já formado e “fechado” (as pessoas acabam não dando tanta bola pros recém-chegados, seja consciente ou inconscientemente)
2-Só agora, com seu post, fui me dar conta de que mesmo que me esforçasse no ponto anterior, o retorno seria (ou poderia ser) superficial e ia apenas dar a impressão de suprir a solidão, sem fazê-lo de fato. Como uma droga, que pode trazer alívio e felicidade, mas depois que o efeito passa, volta a realidade, ainda por cima com vários efeitos colaterais negativos.
Sem dúvidas, há muito o que pensar nesse assunto, e você foi ótima, “colocando o dedo na ferida” e expondo a verdade que muita gente não enxerga ou prefere fingir não enxergar.
Enfim, vamos seguindo, buscando curar a solidão que todos eventualmente sentimos em ciclos, e preferencialmente de formas verdadeiras, sinceras, e não superficiais.
Parabéns pelo texto e obrigado pela “iluminação” rs
Beijos!
Me fez repensar toda minha forma de interaçao online. Acho que vou demorar a digerir. De qualquer forma sua crítica está muito bem estruturada.
Sim, Roney, a internet trouxe contatos bacanas. E você foi um deles, certamente.
Mas senti que atingi um limite, sabe? E há também o problema de falta de identificação com alguns meios e assuntos (acredito que você não passe por isso, já que é mais ativo nos assuntos cibernéticos do que eu).
Acho também que, por este ano ter sido muito marcante para mim no sentido de trazer grandes reviravoltas (profissionais, afetivas, financeiras), precisava rever o rumo em outros sentidos. Inclusive na parte de amizades e vida social.
Mas a vida é isso mesmo. Decisões, idas e vindas e percepção de que às vezes é preciso mudar.
E essa mudança era muito necessária para mim agora.
Abração!
Excelentes reflexões! Concordo com todas até certo ponto e acho que vale muito a pena falar mais sobre isso. Vou fazer um post pq ficaria grande para um comentário.
O que acontece comigo é que connheci online praticamente todos os meus amigos realmente íntimos pois antes de haver Internet eu já participava de redes sociais online em BBSs. Algumas pessoas vão a clubes ou boates, eu ia no BBS enos encontros.
A propósito o fenômeno da formação de grupos sociais graandes e superficiais não é exclusividade da Internet. Eles apenas são ainda maiores nela…
Mas meu comentário é para dizer que acredito ter aprendido a identificar as pessoas de quem gostaria de ser amigo combinanddo o que vejo delas online com o que seus olhos dizem offline e vc é uma delas… Pena que a algaravia da agitada vida social que vc critica nos atrapalhou até aqui.
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