Quer tc?
O título acima era a frase chave das abordagens via internet. Quem já frequentou salas de bate-papo sabe que esse era o começo de tudo.
Confesso que já entrei em salas do gênero (há muitos anos), mas hoje nem sei como anda a dinâmica do negócio. Depois de Orkut, Facebook, Twitter e outras incontáveis redes sociais, as aproximações ficaram mais espontâneas. Não é preciso abordar ninguém mais. As pessoas simplesmente te encontram.
Mas há um detalhe muito engraçado, que não muda… Já notou como acontece a dinâmica dos encontros que saem da internet e vão para o mundo real? Não estou falando daqueles casos em que uma turma regular do Twitter se encontra – e nos quais você é sempre apresentado àquele amigo do amigo – mas dos encontos a dois. Pode ser com aquele sujeito com quem você bateu longos papos no MSN, a menina do site de namoros, o cara com quem você trocou ideias no Facebook…
Os encontros com caráter de date (ou seja, com um fundinho de interesse extra) parecem seguir um roteiro secular tão batido quanto as comédias românticas de Hollywood. Casal bate papo via internet. Casal se encontra para jantar, bar ou cinema. Rola conversa. Rola um beijo (e às vezes sexo). Ponto.
A parte cômica vem quando um dos dois resolve desviar do roteiro. Já experimentou encontrar uma pessoa do sexo oposto – e que está visivelmente interessada em você – sem a intenção de consumar algo mais do que amizade? É curioso como o negócio desanda totalmente depois, mesmo que tudo pareça ok. Há dois clássicos nesse quadro (abordando só os bons encontros, claro. Aqueles nos quais as pessoas se encontram e a afinidade é zero estão fora da discussão):
Cena 1: o sujeito está interessado. A menina, não (porque sair com a intenção de fazer amigos é coisa de mulherzinha. Homens raramente topam um encontro desses sem segundas intenções). Ele tem a péssima atitude de tentar beijá-la. É lógico que isso estraga tudo. Aliás, acho que a comunidade Sou legal, não estou te tando mole foi criada depois de rolar um lance desses. Muita gente confunde um papo legal e fluente com chance para o algo mais. Será que esses caras também tentam beijar a professora de retórica?
Cena 2: o sujeito está interessado. A menina, não. Ele não tenta nada. Um perfeito cavalheiro. O papo continua indo muito bem, ele a deixa em casa e… E… E é isso. Praticamente param de se falar. Tenho birra disso. Principalmente se ele deu uma de “eu sou o cara legal” e ficou repetindo que estava interessado em amizade.
Não entendo muito bem por que existe uma resistência em realmente conhecer o outro. Conhecer mesmo, saber das ideias, da rotina, dos amigos… Aquele coisinha chamada convivência, sabe? Não é à toa que poucas relações iniciadas desta forma não vão a frente. As pessoas se envolvem primeiro para se conhecer depois. Aí, lógico, quando dão de cara com aquele defeito insuperável do parceiro, desanimam, se frustram.
Eu já fui do tempo de usar a internet como um meio extra para aumentar a rede de contatos, mas depois de perceber que o esquema segue essa linha volúvel, desanimei bastante. Se não dá para sair nem amizade dali, para quê perder tempo batendo horas de papo e depois marcando o encontro? Só vale se for para ficar? Que chatice!
Hoje topo numa boa aquela reunião de twitteiros, de membros da comunidade do Orkut de fãs de chinchilas albinas do Himalaia, de ex-usuários do Multiply ou qualquer coisa que o valha. Mas só assim: para ser apresentada a um montão de gente que já é amiga da prima do namorado da vizinha.
Internet como meio para encontros com fins românticos? Não, obrigada.


Isso é verdade, já aconteceu comigo várias vezes..
Mas o legal disso tudo que realmente rolou uma amizade entre eu e a pessoa.. adorei ter a conhecido, e é até meio que estranho rolar uma amizade como aconteceu comigo, sem 2ª intenções..
Ah sim. Nos comentários acho que entendi melhor o texto, depois que o reli. Nisso concordo com vc plenamente, não sei se vc concorda com isso, mas acho que as ferramenas de mídias sociais, na verdade tem mais atrapalhado as pessoas.
Pois fica tudo muito virtual e algumas pessoas apenas sabendo se comunicar na frente do monitor.
Tem uma terceira classica: O sujeito tá afim da garota, ela diz que só quer amizade. Ele acha ela tão legal que decide respeitar. Eles tem um encontro ótimo, com um papo agradável. Ele leva ela em casa e deixa com um beijo carinhoso no rosto. Ela pensa que ele é viado…
Kadu,

Não disse que relacionamentos que começam via internet não dão certo (tive alguns que começaram assim. E com uma duração bem alta, quase uma década). Só que, atualmente, na minha humilde opinião, esse não é o método mais animador para conhecer pessoas, pois às vezes posso encontrar gente de mente pequena, que acha que nenhuma relação vale a pena se não tiver sexo.
Rafael,
Não dá para dizer que me decepcionei, até porque – como pode ver pela resposta ao Kadu – já tive relacionamentos afetivos longuíssimos com pessoas que conheci via internet. Também fiz bons amigos, alguns com os quais convivo há anos e anos. Só é muito chato quando você espera encontrar uma pessoa legal e dá de cara com um sujeito que acha que não se pode fazer amizade e “que tem de largar de mão se a mulher não quiser sexo“. Mas cada um faz o que quiSer da própria vida, não é?
Abraços!
Fê, isso tá me cheirando a texto de quem já se decepcionou muito com esse tipo de encontro. O cara tava afim de te comer e vc só quiz fica na amizade? Bom, certo ele de te deixar de mão e partir pra outra,
=)
Oi, entao as coisas não são bem assim. Acho eu.
Tenho uma namorada, há 2 meses que conheci pela internet. Conversamos um bom tempo via msn, ela mora em Araraquara-SP e eu Carapicuíba-SP. Fui visitar ela, ficamos e estamos juntos até agora. E, até agora, não pensamos em separação.
Sempre que posso estou indo visitar ela, ela já veio tbm. Tanto que os dois últimso fds’s passei com ela.
Como te falei, não sei se sou a diferença, mas comigo não aconteceu assim!
@kadudg