Linda, independente, bem-sucedida e solteira? Eis o motivo:
- Sou bonita, inteligente, bem-sucedida, independente, simpática. Não sei por que não consigo arranjar um namorado.
Confesso que sinto muito medo quando ouço a frase acima. Normalmente ela vem de uma mulher carente que sabe muito bem o porquê de estar sozinha. Ou muito exigente. Já conheci uma criatura dessas “independentes, lindas, bem-sucedidas” que se recusou a sair com um sujeito só porque não gostou do nome dele. Imagina se vou sair com um cara chamado Welson! Como é que vou apresentar para a família?!
Particulamente, não acredito nessa história da mulher forte e independente que assusta os homens. Acho que, se o sujeito não quis relacionamento, não estava a fim, só isso. Há exceções, claro, mas se o indivíduo não é um quarentão vagabundo que mora com a mãe e três gatos, dificilmente vai se incomodar em ter uma mulher bonitona e com bom emprego ao lado (pensando bem, o tal quarentão também pode achar bom, já que vai ter um segundo lar para montar o acampamento).
O fato é que tem muita mulher reclamando quando nem sempre tem tanta moral para fazê-lo. As mais exigentes, por exemplo, normalmente não têm a oferecer o mesmo que querem que o sujeito dê. Na cabecinha delas, elas mesmas são perfeitas, mas se você parar para olhar de perto… Carentes, implicantes, preconceituosas, controladoras. Parecem vindas diretamente do seriado Sex and the City.
Aliás, eu gosto do seriado. Tenho todas as temporadas, assisti ao filme (esse foi ruinzinho), mas nem de longe consigo me espelhar naquele modelo de comportamento. Gosto do programa como entretenimento, ficção e acho que tem boas tiradas no que diz respeito a assuntos sexuais; porém, está bem claro que os roteiristas criaram personagens afoitas pelo modelo do pretenso “sonho feminino”: encontrar um homem para chamar de seu e viver feliz para sempre (a parte de transar com todo mundo, na verdade, era só parte do processo seletivo para encontrar “o” cara certo). Aliás, a vida não é seriado. Mas tem gente que pensa que dá para copiar. Desculpe por acabar com a fantasia de alguns, mas o cinismo de House, as investigações rápidas de C.S.I e a vida de trintões desregrados de Friends só funcionam na ficção.
Mas o problema está só nas mulheres? Não, não está. Mas nem vou ficar aqui enumerando todas as divergências entre universo masculino e feminino. Entretanto, dá para dizer com certeza que a maioria das pessoas não sabe o que quer quando a questão é encontrar um cobertor de orelha. Generalizam muito o que procuram no objeto de afeto, mas não necessariamente estão atrás daquilo que citaram. Sabe o velho discurso “quero uma pessoa legal, companheira, sincera, com senso de humor, bonita e inteligente”? Ora, bolas! Todo mundo quer isso! Mas, no fim, é um cardápio disperso demais, que pouco diz sobre as vontades reais de alguém.
Já vi muitas pessoas dispensarem parceiros bacanas porque não sabiam o que desejavam nem mesmo para si. (Fato: um perdido nunca vai ser capaz de enxergar um rumo no outro.)
Já vi muita gente ficar com a pessoa errada porque simplesmente não queria ficar só. (A velha enganação de querer fingir que a pessoa tem qualidades que de fato são inexistentes.)
Já vi muitos reclamarem que estavam atraindo “malucos”, sem notar que, na realidade, estavam atraindo o reflexo do próprio comportamento. (Coisas boas atraem coisas boas. Coisas ruins atraem coisas ruins. Questão de simetria.)
Já vi muita gente insistir em alguém que não tinha nada a ver consigo só porque houve carinho ou insistência durante o processo de conquista.
Eu mesma já cometi erros como os citados cima.
É claro que se relacionar nem sempre é simples. São duas pessoas – ou mais, vá saber… – com interesses diferentes, criações diferentes, referências diferentes.
De fato, o grande segredo é descobrir o que se quer (e não daquele jeito superficial), estar mesmo disposto a interagir e ceder e, principalmente, saber olhar para si. (Além de achar quem tolere seus defeitos, claro!)
Todo mundo, no fundo, sabe o porquê de estar sozinho (quando não se quer estar).
Você pode ser uma mulher independente, linda, inteligente, legal, simpática e bem-sucedida. Mas pense bem: será que os outros te veem do mesmo jeito?


Corrigindo:
Por que o mesmo não acontece com os homens? Porque o instinto maternal impede as mulheres de cometerem abuso físico contra meninos.
Ops. o “e solteira” ficou a mais no comentário anterior. Mas, enfim, deu pra entender, certo?
Sua linha de criação de sites parece um pouco com a minha. Deve ser por isso que acho seu site é tão interessante. Mas não copio nada!
Corrigindo:
Por que o mesmo não acontece com os homens? Porque o instinto maternal impede as mulheres de cometerem abuso físico contra meninos.
Geralmente, mulheres lindas já sofreram algum tipo de abuso quando eram crianças lindas…a aprenderam a ficar longe de qualquer homem, bom ou ruim, que possa representar perigo e humilhação novamente.E nem sempre se lembram disto.É assim que homens que praticam abuso roubam a vida de uma mulher.
Por que o mesmo não acontece com os homens? Porque o instinto maternal impede as mulheres de cometerem abuso físico contra crianças.
[...] Por que uma mulher linda, independente e bem-sucedida está solteira? – Se esta não é a vontade dela, pode apostar que o motivo de que "os homens tem medo e ficam intimidados" não cola mais. A vida não é filme ou seriado [...]
[...] Por que uma mulher linda, independente e bem-sucedida está solteira? – Se esta não é a vontade dela, pode apostar que o motivo de que "os homens tem medo e ficam intimidados" não cola mais. A vida não é filme ou seriado Tags: comportamento, cracatoa, relacionamentos 08/12/09 | 18:52 | (0) Comente! [...]
Ops. o “e solteira” ficou a mais no comentário anterior. Mas, enfim, deu pra entender, certo?
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hehehe é, moça… o fato é que muitas se dizem “linda, independente, bem-sucedida e solteira”, e esquecem de complementar com o “mas…”
Aparências enganam…
Excelente texto. O interessante é que conheço diversos casos de mulheres que agem assim. Mas nenhum de homem.